USO DE BIOMARCADORES PROTÊOMICOS NA DETECÇÃO DE ESCLEROSE MÚLTIPLA EM FASES SUBCLÍNICAS

  • Autor
  • Marcelo Narciso de Oliveira
  • Co-autores
  • Otto Dias da Silva Rocha
  • Resumo
  • Introdução: A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória desmielinizante do sistema nervoso central, cuja detecção precoce é essencial para iniciar intervenções terapêuticas que possam retardar a progressão da doença. No entanto, o diagnóstico em fases subclínicas ainda representa um desafio. Os biomarcadores proteômicos têm se mostrado promissores na identificação de alterações biológicas precoces antes do surgimento de sintomas clínicos. Objetivo:Analisar o papel dos biomarcadores proteômicos na detecção precoce da esclerose múltipla, identificando proteínas com potencial diagnóstico e sua aplicabilidade clínica. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura utilizando as bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science. Foram incluídos estudos publicados entre 2013 e 2024 que investigaram biomarcadores proteômicos em amostras de líquor e plasma de pacientes com EM subclínica ou síndrome clínica isolada (SCI). Os descritores utilizados incluíram “proteômica”, “biomarcadores”, “esclerose múltipla” e “detecção precoce”. Após critérios de inclusão e exclusão, 25 artigos foram selecionados para análise. Resultados: A revisão identificou proteínas associadas a processos neuroinflamatórios e neurodegenerativos, como neurofilamento de cadeia leve (NfL), GFAP e quimiocinas inflamatórias (CXCL13). Estudos indicam que níveis elevados dessas proteínas no líquor e plasma de pacientes assintomáticos podem prever a conversão para EM clínica. Além disso, abordagens proteômicas avançadas, como espectrometria de massa, permitiram a identificação de novos alvos moleculares com potencial diagnóstico. Discussão: Os biomarcadores proteômicos apresentam grande potencial para a detecção precoce da EM, possibilitando intervenções antecipadas e personalizadas. No entanto, desafios como padronização dos métodos analíticos e validação clínica ainda precisam ser superados. Considerações Finais: A proteômica representa uma ferramenta promissora para a identificação precoce da EM, podendo contribuir significativamente para a estratificação de risco e o desenvolvimento de estratégias terapêuticas preventivas. Pesquisas futuras devem focar na validação de biomarcadores para sua implementação clínica.

  • Palavras-chave
  • Biomarcadores Proteômicos, Esclerose Múltipla, Detecção Precoce.
  • Modalidade
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  • Clínica
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